Argentina 1-1 Bolívia

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Excelente golo de Edivaldo Rojas da Naval 1º de Maio, mais conhecido no mundo do futebol por Bolívia, onde Sérgio Romero e o defensor argentino ao primeiro poste não estão isentos de culpa.

Volta Maradona, que ele (Sérgio Batista) não sabe o que faz.

Em tempos em que a fome de bola é muita pela inexistência de oferta, decidi ficar acordado até tarde para ver o jogo inaugural da Copa América. E desde cedo na partida, previ que a Argentina se ia dar mal no jogo estreia perante os seus adeptos.

O valor da Selecção Argentina é inquestionável. Do meio campo para a frente pode-se dizer que é uma autêntica máquina de guerra. Frente a uma frágil Bolívia, a alvi-celeste nunca conseguiu jogar como equipa. Funcionou sempre num esquema de cada um por si, que por vezes pode resultar vistas soluções como DiMaria, Ezequiel Lavezzi, Lionel Messi, Kun Aguero ou Carlitos Teves, mas que desta feita neste jogo em concreto não resultou. Para isso, muito contribuiu a presumível “falta de conhecimento” que o seleccionador Sérgio Batista parece ter dos seus comandados.

Frente a uma das mais fracas selecções da competição, é questionável o facto de Sérgio Batista ter colocado um 11 com um meio-campo reforçado 3 trincos de calíbre e funções simétricas (Banega, Mascherano e Cambiasso) onde apenas o jogo do Valência é por qualidades técnicas um bom transportador de bola para o ataque, sem um organizador de jogo natural (Messi talvez seria esse jogador mas adoptou uma posição de claro ponta-de-lança da equipa Argentina) e com Carlitos Tevez e Ezequiel Lavezzi a jogar nas alas quando talvez seria melhor encostar Messi numa ala e abdicar de um dos trincos para colocar um jogador como Jonás Gutierrez na outra ala.

O resultado foi mais que visível. Perante o aceitável acertamento defensivo da Bolívia, a Selecção Argentina mostrou não ter fio de jogo nem sentido de colectivo. Não quero com isto dizer que os argentinos não tenham jogado mal: apenas subestimaram o adversário que tinham em mãos e podem-se dar muito gratos pelo empate, visto que a Bolívia em vantagem teve um clara oportunidade de selar uma vitória histórica nos pés de Marcelo Moreno que Sérgio Romero tirou da boca do avançado do Shaktar Donetsk num 1 para 1 resultante de uma mortífera desmarcação protagonizada no centro do terreno.

Batista foi feliz na substituição de Aguero: foi o “muito desejado” jogador do Atlético de Madrid que veio dar objectividade ao ataque argentino, rendendo Lavezzi que reclamou mais com a arbitragem do que jogou à bola.

Se quiser passar neste grupo, a selecção Argentina terá que melhor e muito no jogo contra a Colômbia de Freddy Guarín e Radamel Falcão. E neste cenário, teremos sempre que colocar em atenção o facto da Colômbia ser uma equipa com muito mais qualidade que a pobre Bolívia.


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