Memórias do Tour (Richard Virenque)

Tour de 1996 – Col De la Madeleine (Pirinéus) – Ullrich na frente, Bjarne Riis atrás, Virenque na 3ª posição. O homem da Saeco que vêm atrás creio ser Ivan Gotti.

Esta é uma das imagens mais características de Richard Virenque. Um combativo na montanha. Um trepador de excelência que não fosse o facto de ser um péssimo contra-relogista poderia bem ter sido vencedor de um Tour de France. Outras das imagens possíveis seria a imagem de Virenque como o rei da montanha.

Virenque surge em 1991 num cenário de viragem no ciclismo Francês. Saídos de uma geração de luxo, em que as estrelas principais eram Bernard Hinault e Laurent Fignon, Virenque em conjunto com nomes como Christophe Moreau e Laurent Jalabert seriam os grandes ícones do ciclismo Francês na década de 90 e nos primeiros 5 anos do século XXI. Virenque, um trepador nato. Moreau, um ciclista que se safava bastante bem na média e alta montanha e um excelente contra-relogista. Jalabert, o caso mais estranho: ao início era um ciclista muito completo; depois do acidente que sofreu passou a ser um bom corredor para fugas. Os três não conseguiram dar a desejada vitória aos franceses na sua prova, facto que escapa desde 1985.

Virenque no que a ele dizia respeito, era um temível trepador. 7 vezes o líder da classificação da montanha, seria 2º na prova em 1997 e 3º em 1996.Em 1998 foi apanhado no primeiro grande escândalo de doping na prova: na altura Virenque pertencia à equipa da Festina em que todos os ciclistas acusaram positivo nos testes anti-dopagem. A excelente equipa seria excluída no decorrer da prova.

Virenque haveria de voltar após o cumprimento de uma suspensão. E voltaria para vencer novamente o prémio da montanha em 2003 e 2004 já pela Quickstep Davitamon (sucessora da Mapei) depois de passagens frustrantes pela Polti e pela Domo-Farm Frittes. Era um prazer ver Virenque na montanha: o seu estilo inconfundível de ataque e contra-ataque partia grupos, causava grandes incómodos aos candidatos à vitória. Na montanha, era uma espécie de joker: como sabia que dificilmente poderia vencer provas por etapas, limitava-se a lutar pela classificação de rei da montanha e pela vitória nas etapas de montanha, onde chegou a vencer no sempre difícil Mont Ventoux, em Luz Ardiden, Courchevel e Morzine por duas vezes. Estamos a falar de etapas com elevadíssimo grau de dificuldade. 

Ao nível de carreira, Virenque haveria de ter algumas vitórias interessantes como o Paris-Tours em 2001, uma vitória em etapa no Giro de Itália em 1999, 4 etapas no critério Dauphiné-Libère (usado como rampa de treino para o Tour no que toca a alta montanha visto que existem etapas bastante semelhantes ao nível de traçado), foi 2º nos campeonatos nacionais de estrada de França em 2003 e 3º em 1998 e 3º nos campeonatos do mundo de estrada em 1994.

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One thought on “Memórias do Tour (Richard Virenque)

  1. Pra mim o melhor escalador que vi esse Richard vireque esse era temivel por todos conhece esse irmao

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