Chicago Bulls 103-82 Miami Heat

Uma autêntica lição de humildade, foi a lição que os Heat levaram do primeiro jogo das finais da Conferência Este.

Ter individualidades na Liga é extremamente importante. A NBA sempre nos habituou que as equipas vencedoras terão forçosamente que ter um jogador que apareça nos momentos decisivos, e que de certa forma, se distinga positivamente dos outros. No entanto, o basquetebol é um jogo colectivo e a Liga também sempre nos habituou a consagrar os grandes colectivos.

Neste caso concreto, tanto Miami como Chicago têm nos seus planteis grandes individualidades. Miami conta com o talento da tripla LeBron JamesDwayne WadeChris Bosh, um trio que é sem dúvida do melhor que temos na Liga. Chicago pode contar com Derrick Rose, Luol Deng, Joakim Noah e Carlos Boozer, um quarteto que não fica atrás ao nível de talento em relação ao big-three de Miami.

Na luta das tabelas, a diferença foi enorme. Miami obteve 36 ressaltos, Chicago 52. Dos 26 ressaltos ofensivos ganhos pelos jogadores dos Bulls muitos resultaram em pontos, alguns deles em pontos com falta e como tal direito a lance livre.

A grande diferença entre os Bulls e os Heat reside no colectivo. No colectivo, os Bulls são mais fortes e o jogo 1 provou definitivamente esta diferença.

A jogar num United Center em Polvorosa (há 13 longos anos que os Bulls não pairavam por estas andanças) Chicago deu mostras que tem argumentos para bater Miami, até agora, a equipa que mais se tinha evidenciado nas primeiras duas fases dos playoffs.

Numa primeira parte muito equilibrada onde perdurou a parada e resposta entre as duas equipas (ao intervalo, as equipas empatavam a 48 pontos) a 2ª parte mostrou uns Bulls inspiradíssimos e determinados em vencer o 1º jogo desta série.

No jogo interior, Chris Bosh fez uma exibição portentosa para o lado de Miami. Com 30 pontos e 9 ressaltos, o poste teve de ser bater contra a dupla Boozer (14 pontos9 ressaltos) e Joakim Noah (9 pontos14 ressaltos) sendo que os suplente Boozer em Chicago (Taj Gibson com 9 pontos e 7 ressaltos) apareceu do banco para baralhar as contas dos Heat que do banco não tiveram argumentos para fazer descansar Bosh (Jamal Magloire apenas marcou 2 pontos em 10 minutos de utilização.


No jogo exterior, Derrick Rose voltou a fazer uma joga impressionante. Abdicando muitas vezes de atacar o cesto para atirar de longa distância, Rose esteve concentradíssimo e atingiu a incrível marca de 28 pontos (1o em 22 de campo) perante um jogo pouco inspirado de LeBron James (15 pontos6 ressaltos6 assistências – 5 em 15 de campo) que sempre foi bem defendido por Luol Deng e de Dwayne Wade (18 pontos) que acabou por ser muito perdulário no lançamento (apenas 7 em 17 de campo). O Somali (de passaporte Britânico) acabaria por estar ao seu nível habitual, marcando 21 pontos.

O jogo exterior de Chicago voltou a marcar a diferença. Ao nível do lançamento de 3 pontos, os Bulls marcaram 10 em 21 enquanto os Heat acabaram por fazer 3 em 8.

Os bancos também acabaram por ter influência no jogo. Em Chicago, como já tinha destacado Gibson saiu em grande forma do banco (acabaria por fazer uma das jogadas da época nos minutos finais) e Ronnie Brewer com 8 pontos também acabaria por dar uma contribuição que no total se cifrou em 28 dos 103 pontos de Chicago. Do banco de Miami, 7 jogadores apenas marcaram 15 pontos.

Outro dos factos que explica o facto de Miami viver apenas das suas individualidades é a pouca capacidade argumentativa dos seus jogadores à excepção do seu big-three. Ao todo, Bosh, James e Wade marcaram 63 dos 82 pontos da equipa. Para bater Chicago é preciso fazer muito mais que esses números. E nesse campo Tom Thibodeau, analogamente aquilo que a equipa têm feito até agora, consegue armar muito bem os esquemas defensivos da equipa. A equipa contra Miami subiu muito, impedindo que James e Wade pudessem ter condições ideiais para armar os seus lançamentos. Para isso muito valeram as excelentes atitudes defensivas de Luol Deng e Derrick Rose.

O jogo 2 disputa-se na madrugada de quarta para quinta em Chicago.

No Oeste, depois de uma tarefa complicadíssima, Oklahoma bateu Memphis em 7º jogo e avança para as finais contra Dallas, que de forma surpreendente quebrou a armada de Los Angeles em 4 jogos.

Em disputa, as finais. Em disputa, duas equipas completamente antagónicas ao nível de idades mas repletas de talento. Se para alguns dos jogadores de Dallas esta pode ser a última oportunidade para chegar aos anéis de campeão (Nowitzky, Kidd, Marion, Terry, Chandler) para Oklahoma chegar às finais de conferência era um cenário completamente impensável nas previsões de início de época, mas o talento da equipa composta por jogadores como Kevin Durant, Russell Westbrook, Serge Ibaka, James Harden ou Kendrick Perkins e a maneira como estão a jogar é mais que suficiente para atingir as finais.

O jogo 1 disputa-se esta madrugada em Dallas.

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