Demente!

É a única palavra que posso chamar a Jacinto Silva, presidente da Casa do Benfica de Aveiro.

O respectivo senhor, natural de Aveiro esquece-se que antes da simpatia pelo Benfica, pelo Sporting, pelo Porto ou por qualquer outro clube, existem valores que merecem respeito – um deles, obviamente, é nutrir algum carinho pela cidade que se é natural e pelo clube da sua cidade.

É certo que o Beira-Mar passa um aperto financeiro dos diabos. O clube necessita até ao final do ano de pagar uma prestação aos credores no valor de 400 mil euros, que depende em muito da receita de bilheteira do jogo de amanhã frente ao Benfica.

Respondendo ao apelo do presidente da Comissão Administrativa do Beira-Mar António Regala para que as pessoas compareçam amanhã no Estádio, Jacinto Silva afirmou publicamente para que os Benfiquistas de Aveiro não vão ao estádio, conforme o boicote de adeptos do Benfica que foi preconizado há umas semanas por Luis Filipe Vieira.

É nestas alturas quem se vêem os traídores. Jacinto Silva é um deles. Trair um sentimento de naturalidade em prol de um clube de futebol que nunca lhe deu de comer é a atitude desprezível.

” Não vou ao jogo. Estamos solidários com os órgãos sociais do Benfica, mas este é um clube democrático e o Benfica não proíbe ninguém de ir ao estádio. Apenas aconselhou. As casas do Benfica da Beira Litoral, que vão de Tomar a São João da Madeira, tiveram uma reunião em Coimbra e decidiram estar solidárias com esta medida(…) É inadmissível o que se passa no futebol. Dá dois anos jurei não ir mais ver jogos fora. Paguei 30 euros por um bilhete no Estádio do Mar, fiquei atrás de uma baliza, à chuva e sem quaisquer condições. Não vamos ajudar as equipas adversárias para depois sermos insultados constantemente. Aqui há uns tempo era só em alguns estádios, agora é em quase todos.”

Primeiro, não se trata de ajudar um clube qualquer, mas sim o clube da sua cidade.

Segundo, se Vieira o mandasse atirar a um poço, Jacinto Silva nesta óptica seria o primeiro a atirar-se.

Terceiro. Se no Estádio do Mar pagou 30 euros para estar à chuva e ser insultado, no Estádio Municipal de Aveiro paga 15 euros para estar numa bancada coberta e num ambiente de puro civismo.

Pelas declarações em causa, não posso passar ao lado da controversia e declarar a minha indignação.

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