The Social Network

Ficha Técnica: The Social Network (2010)
Realizador: David Fincher
Origem: EUA (Massachussets)
Orçamento: 50 milhões de dólares
Companhia cinematográfica: ColumbiaMichael de Luca Productions
Duração: 121 minutos

Actores: Jesse Einsenberg, Rooney Mara, Andrew Garfield, Josh Pence, Armie Hammer e Justin Timberlake

Muitos de vós já se devem ter interrogado como foi criado o facebook, quem o criou e com que propósito o criou.

Mark Zuckerberg é obviamente o maior responsável pela maior rede social até hoje conhecida. O poder que o facebook tem no mundo é uma coisa completamente alucinante. A partir do facebook não só podemos revelar grande parte daquilo que andamos a fazer, delinear de certa maneira traços da nossa personalidade para que outros possam ver e ter disponível uma enorme rede de contactos que não só facilita disseminação de informação a todos os níveis (música, teatro, cinema, desporto, política, internet, social life, blogosfera) como é o motor para que em todas as áreas de interesse jovens possam entrar em contacto com pessoas consagradas e assim estabelecer uma ponte que lhes possa permitir um lançamento, como existe de facto nas áreas da literatura, da política, da música, do teatro, do cinema e até do futebol como foi o caso do meu amigo Samuel Garrido, que a partir do facebook concorreu a um concurso mundial da NIKE e desde aí conseguiu angariar mais de 10 mil pessoas para a sua página pessoal em menos de 4 meses.

No entanto, o filme (cuja história não é desde logo corroborada por Zuckerberg) dá-nos um argumento bastante interessante: até à primeira utilização da rede social, grande parte dos actuais utilizadores desconhecia o motivo que levou à criação da rede, o móbil e os métodos que Zuckerberg utilizou para criar. “The Social Network” dá-nos um ponto de vista que revela uma rede social construída à base de uma atitude “hacker” de Zuckerberg para se vingar da ex-namorada, um roubo de propriedade intelectual aos irmãos Winklevoss que tinham um projecto similar chamado Harvard Connection e um sucessivo rol de mentiras e chantagens por parte de Zuckerberg contra o seu único amigo e co-fundador do facebook Eduardo Saverin, envolvendo no seu seio um dos co-fundadores da Napster Sean Parker. Este último é interpretado na grande tela pelo cantoractor Justin Timberlake.

A personagem de Zuckerberg, interpretada por Jesse Eisenberg, mostra-nos um jovem odiado, solitário, arrogante q.b no que toca a relações e domínio da informática. Um puro NERD típico da América. O argumento também destaca um Zuckerberg, incapaz de ter o mínimo bom senso e ética nas suas relações pessoais e profissionais.

Na posição original de Zuckerberg, este veio a público contradizer toda a caracterização original das personagens presente no screenplay.

Depois de “roubar” a ideia dos irmãos Winklevoss e de Divya Narendra na Harvard Connection, Zuckerberg criou uma rede social capaz primeiro de albergar milhares de páginas pessoais de estudantes das Universidades Americanas da Ivy League, para depois as expandir para estudantes do ensino secundário americano e algumas empresas. Pelo meio, Zuckerberg deu um golpe de mestre na posição do amigo Eduardo Saverin, que nos primórdios da empresa (thefacebook)tinha investido 19 mil dólares, numa jogada com base na retirada de posição accionista deste na empresa em favor de pessoas como o polémio Sean Parker (ex-fundador do Napster) que entrou a meio do projecto, quando Zuckerberg mudou a sede do facebook para Palo Alto na Califórnia, de forma a atrair melhores investidores.

Entre a narração da versão da história e a descrição das personagens, David Fincher ainda nos dá o prazer de assistir a algumas “re-encenações” da batalha jurídica que ligou os irmãos Winklevoss, Darya Narenda e Eduardo Saverin a Mark Zuckerberg pela disputa dos direitos do facebook, em que Zuckerberg foi obrigado a pagar pesadas indeminizações aos proprietários da Harvard Connection e obrigado a restituir a quota no facebook a Eduardo Saverin, que ainda hoje aparece como co-fundador da empresa.

Ao nível de realização, é um filme mediano. Vale essencialmente pelo seu argumento. David Fincher, realizador que “já deu à luz filmes como Fight Club, Seven ou o Estranho Caso de Benjamin Button” parece ter entrado numa má fase. Se os primeiros dois filmes são idolatrados um pouco por todo o mundo pela sua qualidade tremenda em todos os aspectos, os últimos dois acabam por ser conhecidos em todo o mundo pela popularidade: o “Estranho caso de Benjamin Button” vale apenas pela tentativa de tentar impressionar as pessoas com uma narração de vida ao contrário, enquanto “The Social Network” apesar de não ser mau filme na minha opinião, acaba obrigatoriamente linkado à rede social cuja evolução pretende narrar.


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17 thoughts on “The Social Network

  1. João Cortesão diz:

    João, péssima crítica acerca de um filme brilhante no argumento e na realização, que tem arrancado rasgados elogios por toda a crítica cinematográfica mais respeitada, assim como nos festivais onde tem sido projectado. A intensidade contínua a que somos sujeitos durante os 120 minutos, é algo difícil de conseguir sem teres um grande realizador, ainda para mais num argumento com um contexto inserido em intervalos temporais paralelos, o da história da rede social, e o do julgamento do Mark. Pensei que fazias melhor..!

  2. Márcio Cabral diz:

    Gostei muito deste filme. Em boa verdade, o David Fincher, não tendo visto senão meia dúzia dos seus filmes, é dos meus realizadores favoritos.

    Não chamaria a realização do Fincher neste filme, ou em qualquer outro mediana, mas é a única coisa que não gosto na tua crítica. Parabéns, está muito boa! Concisa e clara.

    Um pequeno conselho para o futuro – tenta deixar menos do argumento, para não estragares o filme para quem ainda não o viu.

    Daí, isto é um weblogue e não um site de cinema…

  3. João Branco diz:

    João Cortesão,

    Não percebo essa tirada ” Pensei que fazias melhor..!” – É a minha opinião. Respeito a tua opinião, mas não estou aqui para agradar a todas as opiniões pessoais. Se calhar não era isto que querias ler. Desculpa, mas não estou aqui a escrever tudo aquilo que as pessoas querem ler, só porque sim ou só porque gostam, para parecer fixe ou para ir com o rebanho. Desculpa lá.

    Passando à argumentação concreta sobre o post em questão:

    Em primeiro lugar, o argumento. O Argumento não está brilhante por uma razão: foi todo ele escrito sem a autoria de Mark Zuckerberg, que se bem sabes logo que o filme saiu veio a público desmentir a versão dos factos enunciada no mesmo. Se bem sabes, a autoria deste argumento vem a público pela versão daqueles que se sentiram tocados com todo o processo de criação e evolução do facebook: os irmãos Winklevoss, o amigo Indiano e Eduardo Saverin. Como bem sabes, parece haver dentro do filme uma vitimização enorme à volta de Mark Zuckerberg, que soa bastante mal…

    Em segundo lugar, a realização. Comparando “The Social Network” a outros filmes de David Fincher como o “Fight Club” ou “Seven – Sete Pecados Mortais”, a realização deixa muito a desejar. Se nos que enunciei, Fincher utiliza bons planos e um bom contraste entre sombra e luz, “The Social Network” não é mais que um filme de realização medíocre, comezinha, “hollywoodesca” ou seja, feito para receitas de bilheteira e sensacionalismo.

    Terceiro. Não é a primeira vez que Fincher faz isso. Já com o “Estranho Caso de Benjamin Button” toda a história desenrolada no screenplay é uma tentativa disso. A ideia de contar a história de um homem que vive a sua vida ao contrário ao nível morfológico foi algo que tentou ser sensacionalista ao ponto de convencer as pessoas a irem ao cinema para ver a simples história de um tipo que nasce velho e morre jovem, só para realmente verem como era. Cena poser.

  4. João Branco diz:

    Márcio,

    Encaixo o comentário, respeito e quanto aos conselhos, irei reflectir a preceito.

    É realmente muito mau estar a dar uma review do filme a quem ainda não o viu. A questão é que pensei que muita gente decerto já o tinha visto, portanto achei ser hora de escrever.

  5. João Cortesão diz:

    João,

    passo a explicar a tirada. O tom provocatório do meu ‘pensei que fazias melhor’ não tem qualquer relação com o que quer que seja. Eu não estou à espera de ler seja o que for no teu blog (o qual valorizo, e tu sabes disso), e é precisamente com esse efeito-surpresa que conto quando aqui venho. Quanto ao argumento, sabes tão bem quanto eu, que a qualidade de um argumento não se mede pela veracidade dos factos (tratando-se de filmes históricos, com base empírica real), e posso dar-te aqui e agora o filme ‘The Doors’ do Oliver Stone, como exemplo disso. Posso dar-te também como exemplo ‘Titanic’, o filme que maior número de recordes bateu (dos quais ainda possui alguns), e melhor filme de sempre para muitos, e a base do seu argumento? Totalmente fictício, uma história de amor que não existiu. The Social Network tem um óptimo argumento pela capacidade de te manter agarrado ao ecrã do início ao fim, e quanto à realização, não vejo grandes erros, nem limitações, estou a achar-te exagerado também nessa parte.. Em termos de imagem/som parece-me bem conseguido e ‘straight to the point’, que é o que o cinema moderno exige.

  6. João Branco diz:

    Cortesão,

    Esclarecido.

    À semelhança do que disse na resposta ao teu primeiro comentário, respeito a tua opinião, mas como frisei, não partilho da mesma opinião e do mesmo gosto pelo filme.

    O “Titanic” não é exemplo para nada. (joking). O “Titanic” na minha opinião é só a catárse pela qual o James Cameron tem forçosamente de passar a cada 10 anos, como aconteceu actualmente com o “Avatar”. Parece sina do Cameron, ter que realizar um blockbuster de merda a cada 10 anos. Mas isso é a minha compreensão das coisas. Outras pessoas deverão, a este respeito, ter a sua opinião vincada de forma contrária à minha.

  7. Jon K – you said “Any Canadian would totally rather be living in the tropics pursued by ravenous giant monsters than have to live in Canada, you know?”

  8. João Branco diz:

    Dude, what the fuck are you talking about?

  9. I was reading about it somewhere I donÂ’t recall where it was. Thank for reminding me of it.

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  14. João Branco diz:

    The ideia of the director of the Film is to explain the clues and ideas that take part on the construction of social network “Facebook” by Mark Zuckenberg. Despite the fact that Zuckerberg didn´t comment this film, is true and argued for the most of the people mentioned on, that Zuckerberg started this “business” after a fight against is ex-girlfriend. Since the first experience of Zuckerberg on social networks, to Harvard Connection (after the invite of the two twin brothers e and Naranya) and the exit through Facebook, Zuckerberg lifestory is full of misunderstanding and unloyal acts.

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