Um pouco de Madchester

Shaun Ryder é incontestavelmente um dos maiores poetas do nosso tempo. Dentro da cena Madchester, apenas perde para Morissey dos Smiths.

O mítico Tony Wilson da Factory Records chegou a um ponto em que não conseguiu travar a excentricidadade dos Happy Mondays. A Factory sempre funcionou em regime de clandestinidade. Nomes como Joy Division, posteriormente New Order, Happy Mondays ou Stone Roses nunca tiveram um contrato assinado com a editora. Gravavam na Factory devido à enorme dívida de gratidão que tinham para com Wilson que os tinha lançado. E Wilson precisava deles para pagar as despesas da Hacienda, o clube nocturno mais badalado da Grande Manchester dos anos 80.

Wilson não ficou nem mais rico nem mais pobre com o dinheiro dos discos da Factory. Todas as libras ganhas sanearam as contas da Hacienda nos 15 anos em que a discoteca esteve aberta. E tudo descambou quando não acreditou no talento dos Smiths, quando os New Order se zangaram e quando alimentava deliberadamente a toxicodependência de Shaun Ryder procurando por esta via que os Happy Mondays fizessem o álbum perfeito… o que de facto nunca viria a acontecer.

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