A incrível luta de galos

Ameaçados pela perda do poleiro, Gilberto Madaíl e seus pares decidiram segurar a capoeira e  fazer o que há muito já deveria ter sido feito: encheram o peito de coragem, despedindo de vez Carlos Queiroz antes que outro galo de maior porte, de nome Laurentino Dias, pudesse promover a autêntica revolução dentro do galinheiro da FPF.

Foi um verdadeiro despedimento à Portuguesa. Quando tiveram todas as armas para entalar Queiroz não o fizeram. Quando ainda estavam a tempo de arrumar a casa tendo em conta os compromissos da Selecção A, os Srs. da Federação andaram a brincar aos Processos Disciplinares e às audições de testemunhas de defesa pouco abonatórias que o seleccionador arrolou. Foi então preciso que outra autoridade punisse o agora ex-seleccionador e que o interino indigitado pela FPF perdesse 5 pontos nos primeiros dois jogos da qualificação contra selecções de menor potencial.

Nunca fui grande fã de Queiroz. Provei-o durante 3 meses neste espaço. No entanto, hoje dou-lhe alguma razão quando falou do funcionamento da FPF e de alguns membros da direcção, A FPF é uma autêntica oligarquia que não consegue conduzir um barco que está à deriva: sem objectivos e sem rumo. Sem rei nem roque.

Como referi no primeiro parágrafo deste post, esta foi uma decisão que já deveria ter sido tomada há muito tempo. Logo depois do mundial, à semelhança do que fizeram por exemplo os Franceses. Depois da fraca campanha de qualificação que Portugal tinha feito e de todo o turbilhão levantado na presença no Mundial, a opinião pública não era consensual quanto à manutenção de  Queiroz no comando da selecção.  No entanto, não deveria ser apenas a cabeça de Queiroz a rolar no quadro da Federação. Deveria ser feita uma limpeza tanto no quadro profissional como no quadro directivo da Federação. Creio que a começar, as primeiras cabeças a rolar deveriam ser as de Gilberto Madaíl e de Amândio de Carvalho, os principais responsaveis pelos fracassos das Selecções nas últimas duas décadas.

Para concluir, a FPF terá na minha opinião que contratar um seleccionador estrangeiro. Não é que vá adiantar alguma coisa nesta qualificação. Já está irremediavelmente perdida. Todavia, um seleccionador estrangeiro estará livre de todo o tipo de pressões. Com toda a calma poderá caminhar para uma renovação eficaz da mesma, tendo em vista o mundial de 2014.

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