Monthly Archives: Agosto 2010

Acesso de loucura?

Confesso que apenas vi Bebé actuar duas vezes nesta pré-epoca. Nos dois jogos que fez, foi um jogador que me cativou imenso, tendo dito a certas pessoas que este miúdo tem um grande futuro no futebol. Vi logo que tinha qualidade para vingar no Vitória e no final do ano saltar para um grande Português e quiça para ser um dos jogadores do futuro da nossa selecção.

Em 2009, Bebé era um sem abrigo, um miúdo que cresceu na rua e que foi apoiado por instituições como a Casa do Gaiato. No mesmo ano, o agora jogador do Manchester United, sagrou-se o melhor marcador do Mundial de Futebol de Rua pela selecção Portuguesa. O que lhe valeu um contrato amador com o Estrela da Amadora na 2ª Divisão Portuguesa. Do Estrela saltou para Guimarães e poucos jogos de pré-época bastaram para convencer os “scouts” do colosso europeu que não olhou a meios para contratar o jogador ao Vitória por 8,8 milhões de euros – dinheiro que irá servir para saldar grande parte do passivo dos Vitorianos e assim relançar o clube desportivamente nos próximos anos.

Como Cristiano Ronaldo, como Nani e como muitos outros jogadores, Bebé saiu da rua directamente para uma oportunidade única na vida. Há que a saber aproveitar

Estou curioso para saber qual será o futuro deste jogador. O seu passe foi comprado a peso de ouro e por isso (para compensar o investimento) os Red Devils irão esperar que este se torne um jogador de gabarito. É certo, que o Manchester irá aperfeiçoar as características do jogador nos primeiros dois anos. Indiferentemente desse facto, acho surreal o valor pelo qual Bébe foi comprado. A direcção do Manchester (que diz que o clube não têm condições para ir buscar uma grande vedeta do futebol mundial nas próximas épocas) anda a esbanjar dinheiro neste tipo de jogadores. Nos últimos anos, o Manchester gastou uma autêntica fortuna em jovens promessas que pouco ou nada renderam desportivamente: casos de Anderson, de Manucho, de Zoran Tosic, de Giuseppe Rossi, de Gabriel Obertan, de Jonathan Spector, entre outros.

Será esta contratação mais um acesso de loucura por parte do Manchester?

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Perguntem ao Carlos Queiroz

Já não bastava o facto de teres feito uma péssima campanha de apuramento para o Mundial e de teres inventado q.b durante a competição. Disse-o aqui e aqui. Se tivesse que voltar a escrever hoje aquilo que escrevi nesses posts, não teria qualquer hesitação e voltaria a fazê-lo.

Saíste do mundial pela porta pequena e a tua reputação entre os Portugueses caiu para o nível do chão. Pior que isso, penso que a tua relação com alguns jogadores saiu completamente fragilizada. No entanto, não te poupaste em palavras e no teu estilo bem provocador primeiro andaste a dizer certas coisas na Comunicação Social que são de assunto interno da Federação e que não tiveste coragem de dizer na cara do Madaíl e depois tentaste negar as palavras de um jornalista, apelidando-o de aldrabão… Tá tudo!

Como se já não te conhecessem! Para além de um perdedor nato, há outro substantivo iniciado pela letra “p” que te caracteriza na perfeição: és um provocador nato. Não ganhaste nada no mundo do futebol enquanto treinador principal, mas adoras provocar os outros. E depois os outros caem-te em cima “à grande e à francesa” e tu vens a público afirmar que “estás a ser  vítima de tentativa de linchamento na opinião pública”. Como se não tivesses a plena noção, que és tu Carlos Queiroz quem provoca este tipo de situações.

Daí que ponha as mãos no fogo em como tenho a certeza que mandaste umas bocas lá ao homem do doping. Ainda por cima, foste cobarde ao ponto de as mandar sem a referida pessoa estar presente para se defender. Quem te conhecer que te compre. Já o tinhas feito ao Sporting Clube de Portugal e a uma das suas direcções,  já o tinhas feito ao comentador Jorge Baptista. Este último correu-te com uns socos bem dados. Isto sem contar os reais motivos pelos quais foste expulso de muitos sítios por onde passaste como pela Selecção Sul-Africana (acusado de racismo) pelos Metrostars e pela selecção dos Emirados Árabes Unidos onde só te aguentaste uns meses e pelo Real Madrid onde entraste pela porta pequena e saíste pela porta reservada aos anões. À boa moda de linguagem popular, é caso para dizer que “armas sempre um cambalacho por cada casa onde passas” e parece que na Federação Portuguesa de Futebol fizeste uma inovação a essa regra tão genuína do teu comportamento profissional: “já armaste pelo menos uns 5”.

Quem não gostou muito desta ideia foi o Madaíl e o Laurentino Dias. Depois da eliminação, o Madaíl começou-se a aperceber daquilo que tu és e começou a torcer o nariz quanto à tua continuação. Pensou melhor quando fez as contas à indeminização que levarias para casa, caso fosses despedido e repensou a ideia. Logo, esta história relativa a Luis Horta é um excelente pretexto para a Federação tentar a rescisão por justa causa ou a rescisão amigável e assim meter uns trocos ao bolso. Acto que peca por tardio.

O que mete do é que o Madaíl e o Conselho Disciplinar da Federação andam a dar voltas e voltas para arranjar um motivo que te meta dali para fora sem levares um tostão. E isso pode custar caro, visto que estamos a 3 semanas do primeiro jogo oficial de qualificação para o Euro 2012 e ainda nem sabemos quem vai escalonar a convocatória. Só agora te quiseram ouvir, e tu aí, chamaste pretensos amigos para te defender: Alex Ferguson que é o único homem no mundo do futebol que continua a acreditar em ti e a aturar os teus desaforos; Pinto da Costa, que te veio pagar o favor de não teres convocado o João Moutinho para o Mundial de forma a desvalorizar o seu passe para o Porto o ir buscar abaixo do preço da cláusula e o Luis Filipe Vieira, que no meio desta história só poderá entrar para te agradecer de teres ido buscar o Rúben Amorim para substituir o Nani no Mundial de modo a inflaccionar o seu passe. Ou seja, chamaste pessoas que não estiveram presentes no estágio da Covilhã e que não sabem “nada de nada do que se passou”. Se é essa a tua defesa, a isso chamo “atirar areia para os olhos dos responsáveis da federação e para os olhos do público Português” (quem te paga o salário) que neste caso merece saber toda a verdade.

Podes ser um bom profissional, podes perceber bastante de métodos de treino, de táctica, de decisões a tomar por um treinador a meio de uma partida. Podes até ganhar tudo o que houver de importante para ganhar no mundo da bola. O teu carácter, a tua personalidade e o teu feitio continuarão sempre lastimáveis.

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Los Pumas

Anúncio comercial feito pela Peugeot (patrocinador oficial) para a Selecção Argentina de Rugby, após o brilhante 3º lugar conseguido pelos Pumas no Campeonato do Mundo de Rugby de 2007.

Há 3 anos atrás nada fazia prever que os Pumas (alcunha pela qual é conhecida a Selecção Argentina de Rugby) pudesse conseguir um 3º lugar no Campeonato do Mundo que foi disputado em França.

À entrada para a William Webb Ellis Cup, a Argentina não estava incluída entre os candidatos à vitória. De um lado, apareciam os candidatos principais: as 3 super potências do hemisfério Sul (Nova Zelândia, Austrália e África do Sul) acompanhadas pela Inglaterra que depositava todas as esperanças no brilhantismo do seu médio-de-abertura Johnny Wilkinson, que 4 anos antes tinha calado o público Australiano no Estádio Olímpico de Sydney no prolongamento da final do RWC 2003 frente à selecção da casa com um brilhante pontapé de ressalto que acabaria por dar o título mundial aos Ingleses.
Como outsiders, apareciam a França (a jogar em casa), o País de Gales e a Irlanda de Ronnie O´Gara.

Apresentando-se em França com a sua geração de ouro em estado de plena maturidade: falo de jogadores como Juan Martin Hernandez, Agustin Pichot (o melhor médio-de-formação que alguma vez vi jogar) Juan Leguizámon, MarioLedesma, Ignácio Corleto, Filippo Contepomi, Manuel Contepomi, Horacio Agulla, Juan Fernandez Lobbe, PatricioAlbacete ou Rodrigo Roncero, a Argentina não só não constava da lista principal de favoritos, como eram poucos os analistas que acreditavam que a Argentina poderia passar a fase de grupos num grupo tão terrível onde tinha como adversários a França, a Irlanda, a Geórgia e a Namíbia.
Tudo começou com uma grande vitória no jogo inaugural do torneio contra a equipa da casa, onde Juan Ignácio Corleto (entretanto retirado devido a sucessivas lesões) fez este maravilhoso ensaio:

Vencendo a Namíbia e a Geórgia com ponto de bónus, a Argentina (mesmo perdendo com a Irlanda) beneficiou da vitória dos Franceses frente aos Irlandeses e venceu o grupo avançando para os quartos-de-final onde defrontou e bateu a Escócia.

Todo este sucesso dos Pumas não tinha caído do céu. Com uma boa massa humana, o seleccionador Santiago Phélan apareceu em França com o trabalho de casa bem feito. A Argentina era mortífera no ataque. Demasiado louca quando se balanceava no ataque. Toda esta loucura no ataque era bem compensada por uma agressividade fenomenal nos processos defensivos. Fruto de muito coração (como diz o anúncio) por parte dos avançados Argentinos.
O ataque todo ele assentava numa matriz: Pichot e Hernandez eram os cérebros criativos do ataque. O médio-de-abertura (agora no Leicester de Inglaterra) tanto é capaz de atacar os espaços sabendo que vão cair rapidamente 4 adversários naquela zona (o que usualmente se apelida de se atirar contra os adversários) como era capaz de brindar o público com brilhantes combinações ora de finta de passe, ora de finta de passe seguida de um passe para o avançado mais perto ou para os centros (os irmãos Contepomi) ou para a dupla das pontas AgullaCorleto que em velocidade eram simplesmente fantásticos. Um dos irmãos Contepomi (Filippo) também era importante no jogo ao pé. Para além de jogar muito bem ao pé, era uma das opções de Phélan para a cobrança de pontapés de penalidade, tentativas de pontapé de ressalto e cobranças de conversões de ensaio.
Os avançados Argentinos também tinham um papel importante no ataque. Homens como Roncero, Ledesma, Leguizamon eram fenomenais a executar a táctica do pick-and-go (táctica que no rugby significa um montar de sucessivas fases por parte dos avançados de modo a avançar no terreno através da luta corporal no ruck; no chão) mas era na defesa que tinham a sua principal preponderância, executando uma defesa aguerrida e raramente permeável. Sem qualquer medo de placar, os avançados Argentinos defendiam de forma apaixonada. Como se estivessem a defender o castelo, não se fazendo rogados a placar e a virar adversários roçando os limites da falta.

Era portanto a versão mais exacta da paixão do Tango Argentino no Rugby: um rugby viril mas ao mesmo tempo sensual, que cativava os espectadores.

Nas meias-finais da prova Francesa, acabaria por vir a África do Sul, selecção que se iria sagrar campeã do mundo dias depois no Stade de France contra a Inglaterra de Wilkinson. No jogo das meias-finais, os Pumas acusaram a pressão e perderam. Cometendo muitos erros no ataque e na defesa, os Sul-Africanos recuperaram muitas bolas e na hora exacta capitalizaram todas as falhas crassas do jogo argentino. Os Argentinos não baixaram os braços e no último jogo para muitos com a camisola da Selecção (ver vídeo em baixo com as palavras de incentivo de Pichot aos colegas de selecção antes dessa partida) voltaram a encontrar a França no jogo de atribuição do 3º e 4º lugar, tendo feito (na minha opinião) o melhor jogo de sempre da sua história.

Para concluir, faço minhas as palavras deste sensacional “formação”: O Rugby é mais que um jogo. É um modo de vida, é os amigos, é o clube, é o nosso passado, o nosso presente e o nosso futuro. É motivação, é companheirismo, é bravura, é cavalheirismo, é fair-play, é distinção, é o meu mundo.

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Separados à nascença

Créditos: Sónia Bastos

Gémeos separados à nascença. A única diferença é que um é um “xerife” que gosta de passar rasteiras e o outro passa a vida a passar a fugir das rasteiras do Bart e  dos Xerifes.

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Porque hoje me apeteceu ouvir

Television – Venus de Millo – lado B do álbum “Marquee Moon” produzido por Brian Eno.

Qualquer semelhança com a sonoridade dos Strokes é pura coincidência.


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Inferno em Moscovo

Moscovo, às 13:08 de hoje numa foto tirada por José Milhazes (jornalista enviado da SIC para a Rússia) que pode ser vista no Blog “Da Russia”. O referido blog tem ligação directa a partir deste blog. Para se ter uma noção exacta desta situação aconselho que visitem o referido blog.

Este verão está a ser um autêntico inferno na Rússia. Que o digam os Moscovitas. As altas temperaturas e o  fumo dos incêndios activos espalhados pelos arreadores da capital (e um pouco por todo o território Russo) estão a causar há alguns dias uma intensa camada de fumo sobre a capital do país.

A camada de fumo está a espalhar o pânico entre os habitantes da capital Russa. Algumas embaixadas fecharam. Alguns governos deram ordem de regresso aos seus empregados até que este problema seja ultrapassado. Muitos milhares de Moscovitas tem medo de sair à rua e tem medo de abrir as suas janelas com medo que possam morrer intoxicadas pelo fumo.

As autoridades Russas já deram indicações precisas aos seus cidadãos para terem precaução nos próximos dias. O Ministério para Situações de Emergência do Kremlin também já tomou medidas e enviou mais mil homens para os arredores da capital para ajudar à extinção dos incêndios que duplicaram neste sábado: “”Estamos a reagrupar forças e meios para enviar para as regiões mais complicadas da Rússia, incluindo a de Moscovo. Nos arredores da capital, o corpo de bombeiros será aumentado em mil homens e 200 unidades técnicas”, declarou um porta-voz do governo Russo.

É incrível como as alterações climáticas já se fazem sentir em Moscovo. Num reduto caracterizado pelo rigor do inverno, as temperaturas têm ultrapassado os 35º nos últimos dias.

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Fenomenal

Hoje descobri um site fenomenal – Italia Ora (Italia Agora) – um site que mostra em tempo real a evolução de certos factores no país transalpino como a população actual, o número de nascimentos e mortes que ocorreram hoje, o número de emigrantes que chegou hoje a Itália e os respectivos números totais deste ano 2010, o número que sifra o débito das contas públicas Italianas actualmente, o número que representa todas as fugas ao fisco por parte dos contribuintes italianos, o número de casamentos e divorcios efectuados este ano e até o número de mensagens enviadas pelo povo Italiano desde o início do ano.

Um site fenomenal que está em constante actualização e que é credível visto que se baseia na informação que é dada por fontes estatais como o Instituto Italiano de Estatística, o Banco D´Italia, os diversos ministérios, as companhias de telecomunicações e diversos observatórios públicos do país.

Vale a pena visitar aqui

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Football Classics – Johan Cruijff and Luka Modric

Cruijff era um futebolista do outro mundo.

Dotado de uma técnica e de uma velocidade do outro mundo, driblava os adversários como queria, levando-os quase ao limiar da humilhação. Driblava em slalom, executava fintas curtas e largas de modo explosivo e finalizava extremamente bem. Em campo, Cruijff era um nº10 solto e criativo que ditava as suas próprias regras. Para isso, tinha todo um colectivo (tanto no Ajax como no Barcelona) a jogar para ele resolver sem que tivesse que se preocupar em defender ou ligar a pormenores tácticos.

Não se coibia de partir para cima dos adversários “partindo-os” a seu belo prazer. Sendo um jogador considerado num patamar identico a grandes estrelas da história do futebol como Puskas, Di Stefano, Pelé, Maradona, Gento ou Bobby Charlton, Cruijff é um jogador de cunho único, de estilo inconfundível. Daquele estilo clássico de ataque total que é apetecível aos olhos de bons apreciadores de futebol. Aquele jogador que poderia estar 89 minutos sem tocar na bola mas resolver uma final de uma Liga dos Campeões ao minuto 90. Aquela finta característica de rotação através de um toque de calcanhar era qualquer coisa do outro mundo.

Não obstante disso, actualmente existe um jogador cujas características são bastante identicas às de Cruijff. Ainda não é uma grande estrela do futebol mundial mas tem tudo para atingir um patamar de fama elevado. Falo de Luka Modric do Tottenham e da selecção Croata. Enquanto Cruijff era um individualista de classe, Modric alterna entre as brilhantes jogadas individuais e o jogo de equipa. Se não consegue resolver individualmente, pode passar um jogo apenas a devolver passes aos companheiros. Mesmo optando por um estilo mais colectivo, tudo o que Modric faz, faz bem. Vejam lá as semelhanças:

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Processo Casa Pia

O fim desta novela judicial está próximo. Assim parecia. O colectivo de juizes já vieram dizer que não vão ler o acordão segunda-feira como a defesa dos arguidos pretendia. A acontecer tal coisa, a defesa estava numa clara estratégia que visava não dar tempo suficiente ao colectivo para chegar a um consenso quanto à sentença a aplicar aos Srs. pedófilos. Pelo que disse, José Lopes Barata, um dos juizes do colectivo,o colectivo já está a prever que não poderá dar a sentença no prazo estabelecido, ou seja, a 3 de Setembro. Porque pelo meio metem-se as férias e os magistrados (como toda a gente) gostam de beber o seu fininho e comer os seus tremoços na esplanada de praia neste belo mês de Agosto sem se terem de preocupar com o trabalho.

Carlos Cruz, Carlos Silvino (Bibi), Hugo Marçal, Ferreira Diniz, Manuel Abrantes e Jorge Ritto. Todos eles com o cú no mocho. Todos eles lá dentro, a ver o sol a partir dos quadradinhos? Não creio. O Bibi sim, o Bibi é raia miúda. É um pobre pervertido que coitado, para além de ter sido um bode expiatório de todos os outros arguidos não tem conhecimentos suficientes para se safar desta. Mesmo assim já cumpriu uma boa parte da pena que irá receber. Logo, dentro de 2 ou 3 anos está cá fora por bom comportamento.

Os outros, os outros estão enterrados até aos ossos como o Bibi. No entanto, são gente fina. Gente importante lá de Lisboa. Um é mundialmente famoso pelo 1,2,3 e pelo 4. Outro foi embaixador. Outro é advogado. Gente de bem que tem contactos suficientes entre a malta para se safar desta e posteriormente ir reclamar uma indeminização choruda ao estado por danos morais. Prendê-los? Para quê? Vão para uma cela especial, comer, beber e usufruir de vários luxos pagos por todos os contribuintes. Nem vale a pena. Mesmo que sejam condenados, metem recurso e a coisa dá-se por mais uns anos. Ou antes ainda fogem para o Brasil como o Padre Frederico e ficam por lá vestidos de negro em Copacabana a beber água de coco e a usufruir dos rendimentos.

Isto é uma palhaçada geral. A face mais vísivel da falta de qualidade da justiça Portuguesa.

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“O Anticristo”

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Há um espectáculo doloroso, horrível que se me ofereceu: corri a cortina que ocultava a perversão do ser humano. Esta palavra, na minha boca, está pelo menos a salvo de uma suspeita: a de inclua uma acusação moral do homem. Ela vai ser entendida – gostava de sublinhar isso mais uma vez – como isenta de moralina; e isto até ao ponto em que essa perversão é por mim sentida, precisamente, com mais força, ou seja, onde até agora se aspirava mais conscientemente à “virtude”, à “divindade”. Entendo a perversão isso já se adivinha no sentido de decadência: a minha asserção é que todos os valores, em que, hoje em dia, a humanidade condensa tudo quanto se lhe afigura superiormente desejável, são valores de decadência.

Chamo pervertido a um animal, a um género, a um indivíduo, quando este perde os seus instintos, quando escolhe, quando prefere o que lhe é mais prejudicial. Uma história “dos sentimentos mais elevados, dos “ideais da humanidade” – e é possível que tenha de narrá-la, quase seria também a explicação dos motivos pelos quais o homem está tão pervertido. A própria vida, considero-a eu como instinto de crescimento, de duração, de acumulação de energias,  de poder: onde faltar vontade de poder há decadência. A minha asserção é que a todos os valores supremos da humanidade falta essa vontade – que são valores de decadência, valores niilistas, que reinam, sobre os nomes mais sagrados.

(…)                                                                                                                      ”


Friederich Nietzsche in “O Anticristo” – 6 –  Edições Relógio de Água.


Sem mais palavras, despeço-me por hoje.

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A Tourada

Fernando Tordo – A Tourada – 1973 – Festival da Eurovisão
(poema de José Carlos Ary dos Santos)

Ataque directo, resposta directa.

A todos aqueles que se escondem de forma cobarde por detrás de um pseudónimo. A todos os George Orwell deste mundo.

Com todo o afecto daquele que assina as suas opiniões e como tal se torna responsável pelas consequências das mesmas.

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Os Imigrantes

Como demonstra a caricata imagem, em 1979, um grupo de cidadãos Mexicanos jogaram um jogo de Voleibol junto a um muro que marca a fronteira entre os Estados Unidos da América e o México. Uns do lado Americano e outros do lado Mexicano, sendo o referido muro a rede do jogo.

Há uma regra no Voleibol que penaliza quem tocar na rede ou quem ultrapassar com qualquer parte do corpo para o lado adversário. Fazendo analogia ao actual panorama das leis de imigração dos Estados Unidos da América, há quem esteja super interessado em pura e simplesmente restringir a imigração para o país. É o caso do Xerife Joe Arpaio, xerife de Phoenix que lançou uma autêntica cruzada à imigração ilegal nos Estados Unidos da América.

A imigração para o país é um dado que remonta há mais de 3 séculos quando os peregrinos Ingleses chegaram ao território Norte-Americano a bordo do “Mayflower”. Décadas depois (devido à existência de possessão territorial por outras potências Europeias) começaram a chegar os primeiros espanhóis e os primeiros Franceses junto com os escravos africanos que estes usavam para a mão-de-obra necessária para desenvolver a exploração que era feita nos territórios.
Com o advento do capitalismo e com a progressiva descoberta e ocupação da totalidade do actual território Norte-Americano, os sucessivos Governos do país começaram a precisar de pessoas não só para ocupar território como para o explorar. Abriram-se caças ao Oeste, onde o Governo incentivava a que novos emigrantes escolhessem livremente um sitio para se fixarem. Com o advento industrial dos Estados Unidos no final do século XIX, começaram a chegar ao país milhares de emigrantes dos mais variados destinos: Italianos principalmente, Sul-Americanos, alguns Portugueses, Chineses, Espanhóis, Cubanos, Mexicanos… Com a chegada destes, a cultura Norte-Americana passou a ser um autêntico “melting pot”, uma autêntica miscenização étnico-cultural: dezenas de povos diferentes, com culturas e tradições diferentes no mesmo território. Não descurando a ideia do patriotismo Norte-Americano, a ideia de identidade nacional nos EUA não existe. Existe sim, uma cultura composta pelas práticas, comportamentos e tradições de vários povos, de várias raças, de vários credos, de vários valores…

Muitos desses povos chegaram à América de forma ilegal, e de forma ilegal gerações trabalharam de modo a enriquecer e a aumentar a grandiosidade do lema do “sonho americano”…

Dado essencial em tudo isto é o facto de ainda hoje, ser benéfico para a economia paralela que é desenvolvida no país o factor da imigração ilegal. Nos Estados Unidos, há milhares senão milhões de imigrantes ilegais que tem uma profissão e que ajudam ao crescimento (actualmente à retoma) da economia Norte-Americana, sem que nada ou ninguém os impeça de o fazer. Os serviços de estrangeiros e fronteiras, sabem quem são os imigrantes ilegais, onde vivem, onde trabalham e em milhares de casos nem sequer põem uma única objecção quanto à prestação de cuidados de saúde e educação aos imigrantes e aos seus filhos. Estamos portanto numa situação em que a imigração ilegal é algo completamente consentida pelas autoridades Norte-Americas e tida como altamente benéfica para o país.

Por outro lado não se deve descurar dizer que entre as pequenas comunidades de imigrantes (como noutros sectores da sociedade Norte-Americana) existem aqueles que vivem sem quaisquer tipos de regras, usando e abusando de formas ilícitas de actuação como ganha-pão. É o caso da Máfia. Engane-se quem pensa que o fenómeno da Máfia é um fenómeno intrinsecamente ligado à cultura Italiana. As formas e os esquemas mafiosos estão em todo o lugar e no caso específico dos Estados Unidos também existem organizações mafiosas de Cubanos, de Mexicanos, de Chineses e até de Judeus. Dúvido até que entre os Portugueses não exista qualquer tipo de Máfia.

Dos sectores altamente conservadores do país aparecem homens como Joe Arpaio. Xerife em Phoenix, 78 anos. Altamente conservador. Crente que são os imigrantes no país a causa da grossa fatia da taxa de criminalidade.
Arpaio é totalmente contra a imigração. Nos Estados Unidos é idolatrado por todos os conservadores e por todos os nacionalistas. Do outro lado, o sector da esquerda Norte-Americana não se cansa de divulgar os métodos pouco ortodoxos de conduta profissional do senhor que chegam a roçar o sádismo, violando assim os Direitos do Homem. Tudo, porque o Xerife Arpaio “pensa que pode livrar a América de todos os males que a afectam. Exclusivamente causados por imigrantes!”

A lei de imigração SB1070 no Estado do Arizona, uma lei que restringe ainda mais a imigração para o referido Estado foi bloqueada na semana passada pela juíza Susan Bolton, um dia antes de entrar em vigor. Para descontentamento de Arpaio e do sector conservador do país.
Jurídicamente esta pode ser uma manobra incipiente. A criação legislativa nos Estados Unidos é o que vulgarmente se chama de “pau de dois bicos”. Por um lado temos as emendas da constituição. Por outro lado, para a mesma matéria, os 50 Estados poderão ter dentro do seu território diferentes legislações em vigor. Qual delas deverão os Norte-Americanos respeitar? A federal ou a estatal?
Arpaio manifestou a sua indignação perante as camaras de TV. Disse que continuaria a trabalhar com o mesmo método, lançando uma autêntica caça à imigração no seu condado.

Os Estados Unidos estão a apertar o cerco à imigração. Seja ela de índole legal ou ilegal. Os Norte-Americanos pura e simplesmente não irão querer mais imigração não-qualificada. Progressivamente, as políticas de imigração Norte-Americanas estão a desenvolver acções que visam sobretudo um encerramento total de brechas existentes na fronteira com o México. Como uma das maiores comunidades enraizadas no país, qualquer Mexicano que tente entrar de forma legal ou ilegal no país será considerado de forma preconceituosa (diria irracional) como mais um que deverá querer entrar no país para estabelecer uma ponte maior para o tráfico de estupefacientes.  Daí que os Estados Unidos estejam a pressionar o governo Mexicano a encetar uma verdadeira luta contra os barões dos cartéis de droga. Como se não os houvesse entre os nacionais Norte-Americanos e Como se por exemplo, o Presidente dos Estados Unidos não fosse só por acaso o maior vendedor de armas do planeta. Não directamente, mas através de intermediários…

Daí que esteja a ser construído o maior muro fronteiriço desde o Muro de Berlim na fronteira entre o México e os Estados Unidos. Um muro ao estilo de Berlim e da Faixa de Gaza. Para que ninguém jamais tente passar a fronteira do México para os Estados Unidos.

A pergunta que vos deixo hoje é esta: se a população Norte-Americana é constituída por um fenómeno de miscenização e convivência de várias culturas, vindas de fenómenos de imigração, que moral têm os americanos para impedir que cidadãos de outros países tentem procurar a fortuna e a felicidade no seu país? Não será isto racismo e xenofobia?

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The Klaxons

Chegaram e partiram tudo. Os Klaxons. Na sexta-feira, em Paredes de Coura. Perante uma multidão sedenta de ouvir temas como “Atlantis to Interzone”, “Golden Skans”, ” So Above, so below”, “Gravity´s Rainbow” ou “It´s not over Yet”

Um dos melhores concertos da minha vida. Em Paredes de Coura, ambiente mágico onde irei voltar dentro de um ano.

Tomem lá o feed.

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O Estranho Caso Freeport

Cada vez mais acredito que a justiça anda de mãos dadas com a política. Os casos Fátima Felgueiras, Isaltino Morais e do antigo presidente da Câmara Municipal de Águeda Castro Azevedo mentalizaram-me que até na política autarquica é difícil e  doloroso provar casos de corrupção e sacos azuis.

O estranho caso Freeport não foi excepção de mais uma enorme novela judicial que não deu em nada. Melhor, deu, mas para o lado de quem mais se convinha que desse. A TVI entrou com a pica toda no caso e começou com o seu sensacionalismo barato para entreter o popularucho. Na altura, Manuela Moura Guedes e a sua equipa, investigaram o caso até ao osso da canela de Socrates e como tal este tratou de os despachar antes que a coisa desse para o torto. Manuela Moura Guedes foi despachada e isso deu azo a uma investigação Parlamentar. Mais tarde, a tentativa de compra da TVI pela PT iria gerar outra novela em que Socrates, por intermédio da sua argumentação de inversão conseguiu sair sem se machucar muito.

O estranho caso Freeport teve o seu capitulo essencial nesta semana. Charles Smith e Manuel Pedro sairam como derrotados. O nosso primeiro ministro escapou novamente ileso. Porque os senhores da Procuradoria Geral da República imagine-se, não tiveram tempo para ouvir o nosso primeiro-ministro. Estamos a falar de um primeiro-ministro, um dos cargos de maior importância do nosso sistema político, não o Zé da esquina ou o Manuel das Sucatas. Isso espanta-me e causa-me bastante confusão: com tantos procuradores, com o caso a decorrer a uma velocidade quase recorde para o nosso país, ninguém teve tempo para ouvir José Socrates. Tempo é aquilo que não falta a quem pouco faz. Falta é vontade. Ouve-se mais alto a voz do compadrio, de uma teia onde todos vão encobrindo as merdas que se vão fazendo.

E Socrates agradeceu. Basta portanto ter lá alguém dentro que lime o sistema por dentro e como diz o meu amigo Paulo Abrantes “a coisa dá-se”.

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The Courtneers

The Courtneers
“Not Nineteen Forever”
Álbum: St. Jude (2008)

De todas as bandas que vi em Paredes de Coura, este quarteto de Manchester foi para mim a banda que mais me surpreendeu. A provar que a cena de Manchester continua viva e que a cidade ainda consegue lançar grandes bandas.

A banda de Liam Fray, formada em 2006, chegou pela primeira vez ao nosso país via Paredes de Coura com o estatuto de banda quase desconhecida do público Português. Com 2 álbuns e 2 EP editados, este single era o mais conhecido do público Português. Com um rock and roll que fixa bem nos ouvidos, os Courtneers cativaram sempre na mesma toada: uma boa interacção com o público, bons riffs de guitarra a lembrar bandas como os Franz Ferdinand com um toque soave de electrónica vinda do teclista convidado Adam Payne. Numa ideia de apresentar o 2º álbum da banda, os Courtneers vieram a Paredes de Coura com a máquina muito bem oleada.

Liam Fray foi sempre exemplar com o público. Falou qb com o público, cantou sobretudo sobre relações amorosas que correram mal e até se meteu com os putos com as t-shirts dos Joy Division. Porque de seguida vinha Peter Hook para tocar temas da banda mítica de Manchester.

Voltarão a aparecer em breve no nosso país.

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